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Guaratuba registra queda de 61% de casos de Covid-19 após medidas mais duras mas cuidados não podem parar

Os resultados do lockdown de 77 horas realizado há 15 dias, das barreiras restritivas nas entradas da cidade e de outras medidas restritivas já podem ser visualizados na diminuição de 61% de casos confirmados na média móvel dos últimos 15 dias.

Paralelamente, a diminuição dos óbitos em decorrência da Covid-19, na última semana foram registrados 6 óbitos, uma diminuição de 50% dos óbitos registrados nas semanas de março com média de 12 óbitos.

A Ala Covid do Pronto Socorro Municipal que chegou a ter ocupação de 100% dos leitos com ventilação mecânica, nesta segunda-feira (5), está com 3  pacientes entubados por conta da Covid-19. Outro dado que chama atenção é dos casos em investigação, neste domingo (4), foram registrados 39 casos contra 150 em investigação na segunda-feira antes do lockdown.

“Para aqueles que não acreditam nas medidas restritivas, este é o resultado, os casos tiveram uma queda franca no final de março, ainda estamos com números superiores aos observados em 2020, mas a queda nos número já se reflete nos serviços de saúde, o serviço de monitoramento teve um fôlego, e em principal, conseguimos ter um fôlego em nosso Pronto Socorro, temos 4 pacientes internados,  3 deles entubados”, relata o secretário Municipal da Saúde, Gabriel Modesto.

Na semana que foi decidido pelo lockdown, a Ala Covid do Pronto Socorro Municipal estava com 18 pacientes internados, 7 em leitos de suporte avançado com ventilação mecânica. Desses pacientes, 7 aguardavam uma vaga de UTI na Central de Leitos Estadual, 3  aguardavam leitos clínicos. A espera na Central Estadual de Leitos era superior a 24 horas naquele momento.

As unidades de saúde em todo o Estado estavam colapsando, chegando a ocupação de 98% de leitos de UTI adulto do SUS.

As barreiras restritivas nas entradas das cidades iniciaram em 15 de março com a adesão de outros municípios do Litoral. Guaratuba também seguiu os decretos do Estado sobre as medidas restritivas de toque de recolher, horários, serviços e capacidade de público de estabelecimentos comerciais.

O morador de Guaratuba e doutorando da Fiocruz, Renilson Beraldo, ressalta que ainda não é hora de relaxar. “Para que a diminuição dos números continue acontecendo é necessário que sejam mantidas as medidas de proteção individuais e coletivas contra o coronavírus, até mesmo para não voltem a vigorar medidas mais duras, só assim poderemos ter segurança enquanto os índices de contágio continuarem altos.”

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